Evangelização Infantil


 

 

 Evangelização Infanto Juvenil no Vinha de Luz Londrina

 

Estão sendo ministradas aulas de Evangelização Infanto Juvenil para crianças com idade de 3 anos até os jovens com 21 anos.

 

As turmas são separadas por idade e  formadas com 2 evangelizadoras e mais equipe de apoio.

 

Salas com produção audiovisual, além de biblioteca e sala especial para os pequeninos.

 

As aulas estão sendo ministradas aos sábados, das 14  às 15 hs. Neste horários, os pais poderão assistir a palestra das 14 hs no Salão principal

 

As inscrições continuam abertas para os interessados.

 

 

 

 

 

 

Que delícia de sorvete!

 

Gustavo, menino de família rica, era muito orgulhoso. Morava numa casa grande e linda, onde nada lhe faltava. Tudo o que ele pedia o pai lhe dava.

Como não poderia deixar de ser, em razão das suas condições de vida, Gustavo era também bastante egoísta. Nunca dava nada para ninguém.

Certo dia, Gustavo saiu de casa e, com a mão no bolso, sentia cheio de satisfação o dinheiro que o pai lhe dera para comprar o que quisesse.

O orgulhoso menino começou a andar pelas ruas olhando tudo que poderia comprar com o dinheiro que tinha no bolso. Olhava as vitrines de roupas, de calçados, de brinquedos, mas nada lhe interessava. 
 

 

Caminhou bastante debaixo do sol forte de verão até se sentir cansado. Certo momento resolveu parar para descansar. Antes, porém, viu uma sorveteria e comprou um sorvete. Depois, sentou-se num banco defronte da sorveteria.

Mal havia se sentado à sombra, ansiando por começar a tomar seu gostoso sorvete, quando um garoto maltrapilho sentou-se também no mesmo banco.

Irritado com a presença do garoto de roupas velhas e sujas, que parecia faminto, Gustavo virou-se para o outro lado, fingindo não tê-lo visto. Porém o menino olhava o sorvete que Gustavo tinha na mão e disse com um sorriso:

— Que sorvete lindo! Deve estar uma delícia! Ah! Como eu gostaria de experimentá-lo!...

Ao ouvir as palavras do menino, Gustavo levantou ainda mais sua cabeça, com arrogância, e disse:

— Pois do meu sorvete você não tomará! Era só o que faltava! Eu ter que dar-lhe uma colherada do meu delicioso sorvete! Suma daqui, moleque!...

Mas o pobrezinho retrucou:

— Como pode alguém como você, que tem roupas boas, que usa tênis caros e que deve ter de tudo, ser tão egoísta? Se eu tivesse o que você tem, ajudaria quem nada tem!...

Ouvindo o menino de rua, Gustavo ficou vermelho de raiva e não sabia se respondia ou se tomava o sorvete, que começava a derreter sujando sua mão. E respondeu:

— Sou rico, sim! E daí? Posso comprar tudo que quiser! Inclusive este sorvete! Mas ele é meu e não vou dividi-lo com ninguém, muito menos com um garoto mal-educado como você, entendeu? 
 

Vendo Gustavo irritado, ele sorriu ao notar que o sorvete já lhe escorria pelo braço, e sugeriu:

— Acho melhor você tomar logo esse sorvete, senão ficará sem ele. Olhe! Ele está derretendo todo!

— Culpa sua, seu atrevido. Se me tivesse deixado tomar o sorvete em paz, isso não teria acontecido!

Bem-humorado, o menino retrucou:
 

 

— É verdade! Mas se você tivesse me dado uma colherada logo que pedi, não teria perdido seu sorvete. Viu? Por ser egoísta, perdeu seu delicioso sorvete!

Gustavo olhou com tristeza o sorvete todo derretido em sua mão. Depois se virou para o menino que o observava, também desolado, e que lamentou:

— Me desculpe. Ao vê-lo tão bem vestido, limpo e cheiroso, todo orgulhoso e ainda com um delicioso sorvete nas mãos, não resisti à vontade de brincar com você. Estou arrependido. Agora nem você nem eu poderemos experimentar o sorvete, que já escorreu pela sua roupa toda!

A expressão do menino era ao mesmo tempo comovente e engraçada. Gustavo começou a rir. Daí a pouco os dois estavam rindo sem parar.

Em seguida, Gustavo disse:

— Você tem razão. Fui muito egoísta mesmo. Como se chama?

— Joãozinho. E você?
 

 

— Gustavo. Sabe o que vou fazer? Venha comigo! Vou comprar dois sorvetes: um para mim e outro para você!

— Verdade, Gustavo?

— Claro! Como você disse, tenho dinheiro!

— Ah! E vou poder escolher o sabor?

— Pode, sem dúvida.

— Ah! Então, quero um de chocolate e morango! Sempre achei que deveriam ser os melhores sabores, mas nunca pude comprar. Então hoje vou experimentá-los!

Após pedirem os sorvetes, eles se sentaram num banco e saborearam aquelas delícias, rindo e conversando como bons amigos. Ao terminar de tomar o sorvete, Joãozinho levou a mão à barriga, e respirando fundo, com expressão satisfeita, disse:

— Ah! Que delícia de sorvete! Obrigado, Gustavo, pela sua generosidade.

Ao chegar a casa, ele contou aos pais o que tinha acontecido e como ficara envergonhado diante do menino, com o sorvete derretido nas mãos. E com lindo sorriso, prometeu:

— Deus nos tem dado tanto, não é, papai? Por que não podemos dividir um pouco do muito que temos com quem tem menos do que nós? Senti tamanha satisfação ao ver a alegria de Joãozinho, que meu coração inchou dentro do peito! Nunca mais desejo ser orgulhoso e egoísta com ninguém!... Acho que Jesus está contente comigo!

O pai concordou, satisfeito:

— Sem dúvida, meu filho. O fato de termos dinheiro não significa que devemos nos considerar melhores do que as outras pessoas, porque somos todos irmãos, filhos de Deus, Nosso Pai! 

A partir desse dia, Gustavo nunca mais esqueceu que o orgulho e o egoísmo nada nos trazem de bom, afastam de nós as pessoas e impedem-nos de fazer amigos. E por toda a sua vida, ele nunca esqueceu essa lição que lhe fora dada por um menino de rua.

MEIMEI

(Mensagem recebida por Célia X. Camargo em 13/04/2015.)      

 

 







 

 

 

 

 

 

Vale mais ajudar ou ser ajudado?

 

Há muito tempo atrás, havia um homem chamado Efraim que procurava sempre ajudar os outros. Era bom e prestativo, mas sempre ridicularizado por todos.  
 

 

As pessoas estranhavam sua maneira de agir, sempre fazendo o que os outros pediam, sem reclamar.

Quando a esposa o cobrava por algo que ele poderia ter feito, embora não fosse sua obrigação, ele resolvia o problema, calado.

Quando alguém no trabalho o cobrava por não ter realizado certo serviço, que na verdade era de outra pessoa, ele não brigava. Com boa vontade, pegava a enxada e ia dar conta da tarefa, deixando tudo pronto.

Se alguém o procurava pedindo-lhe que limpasse o quintal, embora não fosse sua obrigação, ele concordava e gastava o dia para deixá-lo arrumado e bonito.

Assim acontecia sempre, sem que esse homem reclamasse de coisa alguma.

Certa ocasião, como Efraim estivesse derrubando uma árvore a pedido de alguém, Josué, um amigo, chegou-se a ele e perguntou:

— Efraim, por que você faz tudo o que lhe pedem, mesmo que não seja serviço seu? E, muitas vezes, sem cobrar nada? 
 

Efraim, cansado, largou o machado aos seus pés, sentou-se à sombra de linda árvore e, tomando fôlego, respondeu:

— Josué, eu penso que sempre devemos ajudar aos outros em suas necessidades. E se fôssemos nós que estivéssemos precisando de ajuda? Então, eu prefiro ser aquele que auxilia, para não ser aquele que pede.

— Mas por quê? Você não gosta de ser ajudado?!...

 

Efraim pensou um pouco e esclareceu:

— Josué, é que nosso Mestre Jesus, quando esteve aqui na Terra, nos ensinou certa ocasião que quem quisesse ser o primeiro entre todos deveria ser o servo de todos. Porque Jesus não veio para ser servido, mas para servir. Então, com Jesus, eu prefiro estar na condição daquele que ajuda e não na condição daquele que recebe a ajuda. Entendeu?

Josué, que ouvira com atenção a resposta de Efraim, balançou a cabeça concordando:

— Jesus tem razão. Se estivermos trabalhando estamos bem. Quando precisamos de ajuda, é sinal de que estamos mal, qualquer que seja a situação.

— E o Mestre também nos esclarece dizendo que devemos nos colocar no lugar do outro. Então, olhando para um irmão necessitado, penso: Eu gostaria de estar no lugar dele? Não. Então, sejamos nós os amigos que socorrem, para não sermos amanhã necessitados de socorro.

Josué sorriu e agradeceu ao amigo Efraim pela explicação. Deixou a tenda onde se abrigavam, buscando o ar puro do campo.

Não demorou muito, lembrando o que ouvira de Efraim, Josué foi envolvido por certo sentimento de insatisfação íntima ao lembrar-se de como tinha agido com um seu trabalhador. Envergonhado, procurou o serviçal até encontrá-lo com a enxada na mão, revolvendo a terra.

Aproximando-se dele, Josué considerou:

— Justo, outro dia eu o tratei mal por uma bobagem. Chamei-o de preguiçoso, afirmei que você não faz nada e estou arrependido. Você ainda é muito novo, está aprendendo a trabalhar e fiquei sabendo que está doente. Procurei informação e me disseram que você sente muita dor e por isso não pode trabalhar. Então, pensei bem e, enquanto não estiver bem, não precisa vir trabalhar. Está de folga.

— Mas, patrão...

— Não se preocupe, Justo. Volte quando estiver bom de novo!

Os olhos do trabalhador brilhavam com lágrimas que não chegaram a cair. Aproximou-se do senhor e disse:

— Deus lhe pague, senhor! Logo que estiver bom, continuarei meu serviço. Não se preocupe. Não terá prejuízo algum, pode acreditar!
 

 

Despediram-se e Josué, esporeando seu cavalo, tomou o rumo de casa. Sentia uma alegria muito grande! Aquela atitude simples que tomara dera-lhe paz ao coração.

 

Realmente, colocar-se no lugar de Justo fizera toda a diferença, gerando para ambas as partes sensação de bem-estar e satisfação.

 

 

Contente, Josué  retornou  para   suacasa, onde a paz e o amor da família o envolveram. Lembrando-se do Mestre de Nazaré, sabia que Ele o ajudara na decisão.

Então, ajoelhou-se no solo e agradeceu a Jesus, do fundo do coração, pelo esclarecimento íntimo que lhe dera.  

MEIMEI

(Recebida por Célia X. de Camargo, em 08/12/2014.)

 

 








 

 

 

 

 

O jogo de futebol

 

Certa família era estimada pela gentileza, carinho e atenção que tinha por todas as pessoas da vizinhança. O único problema era Henrique, de oito anos, filho que tinha um temperamento horrível.

Era o terror da vizinhança! 
 

 

Por qualquer coisa ele criava uma confusão. Jogar bola na rua com os vizinhos era um problema. Se ele não ganhasse o jogo, ficava furioso!

Os amigos logo percebiam: Henrique ficava vermelho, depois a raiva explodia em gritos e pontapés para todo lado. A bola, ele atirava com força para longe e os outros, de boca aberta, só podiam olhar para ver onde ela iria cair.

Ou então, se estivesse com raiva de alguém, ele

saía distribuindo bofetões, pontapés e chutes para todo lado, sem querer saber quem era atingido.

Assim, ninguém mais queria brincar com ele, que reclamava para a mãe da sua falta de amigos. A mãe, cheia de paciência, dizia:

— Filho, procure controlar seu gênio, que é péssimo! É só ficar bravo e você sai batendo em todo mundo!...

Henrique, de cabeça baixa, triste, explicava:

— É que não consigo me controlar! Quando estou bravo, não vejo nada na minha frente! Fico cego e não sei o que estou fazendo! Ajude-me, mamãe! Estou triste, pois não tenho mais amigos... 

Com muito carinho, a mãe considerou:

— Meu filho, você precisa aprender a se controlar! Nós temos dois lados: a natureza animal e a natureza hominal ou humana.

— O que significa isso, mamãe? — quis saber o menino, de olhos arregalados.

— Significa que já pertencemos à fase animal, no começo da vida no planeta, quando tínhamos que nos defender dos animais selvagens e dos seres humanos para conseguir alimento, proteger a família, a moradia e a vida.

— Nossa! Deveria ser muito difícil!

— Com certeza era difícil, pois o tamanho e a força é que dominavam.

— Mãe, e a natureza hominal quando surgiu? — perguntou Henrique, interessado.

— Após milhões de anos, como resultado das nossas mudanças íntimas, caminhamos para o reino hominal ou humano. Assim, fomos nos aprimorando, deixando a agressividade e nos tornando mais amorosos e fraternos com nossos irmãos.

— Ah!... Então melhoramos...

— Sim, até sermos o que somos hoje: pessoas mais amigas umas das outras, mais fraternas, amorosas, que exercitam a paciência, a tolerância e que sabem perdoar, quando são lesadas por alguém, ou quando são magoadas e feridas. Entendeu?  
 

— Mais ou menos, mamãe. Assim como... Algo que não sai da maneira que gostaríamos quando estamos jogando futebol e perdemos o jogo?

— Isso mesmo, Henrique.

— Ah! Então temos que aceitar e não sair brigando com o time adversário?

 
 

— Exatamente, meu filho! Porque sempre haverá os que ganham e os que perdem! É lei da vida! Um dia você perde e no outro você ganha. Não é assim que funciona?

— É! — ele respondeu, balançando a cabeça.

— Então, não podemos ganhar sempre. Vai depender da nossa maneira de jogar. Se não ganhamos, temos que entender que o outro time jogou melhor, e respeitar!

O garoto baixou a cabeça, inconformado:

— Mas eu não sei perder, mamãe!... E aí o sangue sobe e começo a brigar, distribuindo socos e pontapés — disse Henrique, chateado.

— Você precisa aprender que cada dia é uma experiência nova e maravilhosa! Já pensou se os ganhadores fossem sempre os mesmos, e você fosse do outro time?

— Xiiii! Nesse caso, eu iria sempre perder!...

— Isso mesmo. Então, o que você, como jogador inteligente, deve fazer?

O garoto pensou um pouco e respondeu:

— Tenho que me preparar melhor para vencer o outro time.

— Muito bem. Acertou! — disse a mãe batendo palmas, satisfeita.

— Assim vou mostrar que sou melhor e que estou mais preparado para ganhar. Sem precisar brigar com ninguém! — completou Henrique, de olhos arregalados, diante da mãe sorridente.

— Perfeito. Entendeu agora por que os times se cumprimentam após um jogo? Porque reconhecem que o outro foi o melhor!

— É verdade. Ninguém sai brigando. Agindo certo, não teremos problemas no jogo e na vida. 

Henrique, com os olhos brilhantes de entusiasmo abraçou a mãe, feliz por ter entendido essa realidade que lhe serviria de direcionamento para toda a existência na família, na escola, no trabalho e em qualquer lugar.

Depois, alegre, ele avisou à mãe que ia sair para se entender com seus amigos.

— Fique tranquila, mamãe. Não vou brigar com ninguém!...  

MEIMEI 

(Recebida por Célia X. de Camargo, em 10/11/2014.)

 

 

 

 


 


 


 


 


 


 

O QUARTO DA BAGUNÇA

 

 

Felício, garoto de nove anos, muito esperto, em casa estava sempre a guardar no seu armário todas as peças que encontrava. 
 

 

 

Sua mãe um dia entrou no quarto dele no horário que Felício não estava em casa, e ficou horrorizada com a bagunça: roupas e brinquedos jogados no chão, sapatos debaixo da cama, livros empilhados na mesa de estudos.

Chegou perto do armário, abriu a porta e levou um susto! De dentro, caiu um monte de pedaços de metal, plástico, fios, caixas, rolamentos e tudo o mais que ele ia juntando. A mãe esperou que Felício retornasse da escola para conversar com ele. Quando o filho entrou em casa, a mãe levou-o até o quarto, pedindo uma explicação:

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— Felício, o que significa tudo isso no seu armário? Levei um susto: ao abrir a porta para guardar algumas peças de roupa limpa, caiu tudo nos meus pés!...

 

O garoto olhou para o chão cheio de coisas e explicou:

 

— Mãe, é que gosto de inventar! Vejo um pedaço de metal e já sinto o que posso fazer com ele! Por favor, não jogue fora! Prometo encontrar um lugar para essa bagunça toda.

 

— Está bem, meu filho. Mas agora vamos almoçar, a comida está pronta — a mãe concordou.

 

Felício acompanhou-a pensando: Onde vou colocar todos esses “tesouros” que ajuntei? Desfazer-me deles, nem pensar!...

 

Sentaram-se e, enquanto almoçava, Felício não parava de pensar. Precisava resolver logo antes que a mãe jogasse tudo fora. Após a refeição, ele sentou-se no degrau da cozinha que dava para o quintal, pensativo.

 

De repente, Felício olhou e viu.

 

— Como não pensei nisso antes?!...

 

Levantou-se e caminhou até pequeno quarto onde sua mãe guardava ferramentas e outras coisas. Examinou tudo e viu que um armário estava quase vazio. Correu até à cozinha, onde a mãe lavava a louça, e falou:

 

— Mãe! Posso pôr minhas tralhas no quartinho do fundo?

 

— Pode pôr suas coisas lá, se tiver espaço — respondeu a mãe.

 

— Obrigado, mãe! — disse o garoto, dando-lhe um beijo no rosto.

 

Após limpar seu quarto, levou tudo para o quarto da bagunça, como sua mãe costumava chamá-lo. Passou um pano úmido no armário, e levou a tarde limpando as peças e colocando-as no lugar. Após tudo pronto, chamou a mãe para ver como tinha ficado. 
 

 

Ressabiada, a mãe entrou. Mas Felício, orgulhoso do seu serviço, abriu a porta do armário e a mãe ficou de boca aberta: Estava um brinco!... Todas as peças no lugar, separadas por tipos; as peças menores, em caixas de papelão com etiquetas. Os fios, enrolados e acomodados noutro canto, também em caixas, como pregos, parafusos etc.

 

 

A mãe arregalou os olhos e levou as mãos à boca, surpresa:

 

— Meu Deus!...

 

— Gostou, mamãe?

 

— Meu filho, ficou uma maravilha! Você fez um excelente trabalho! Gostaria que fizesse a mesma coisa com seu quarto.

 

Felício sorriu, achando graça, mas respondeu que gostara tanto do que fizera que iria mesmo arrumar o seu quarto. A mãe o abraçou, satisfeita:

 

— Felício, você tem habilidades inesperadas e importantes. Aproveite!

 

Após a arrumação do quartinho da bagunça, Felício passou a gostar de entrar lá e olhar suas coisas. O interessante é que, à medida que olhava as inúmeras peças, imaginava o que poderia fazer com elas. Assim, ele começou a trabalhar, passando as tardes em ocupação permanente; primeiro fazia suas tarefas, depois corria para o quartinho. Assim, em pouco tempo, ele construíra várias peças.

 

Um dia, a escola resolveu fazer uma Feira de Ciências, incentivando a criatividade dos alunos. O dia marcado para a inauguração foi uma festa. Toda a cidade estava convidada.

 

Ao chegarem, os pais foram os primeiros a ver os trabalhos dos alunos, e ficaram maravilhados! Quanta criatividade!

 

Mas, para surpresa da família, quem ganhou o Prêmio de Criatividade foi Felício, que construíra um pequeno robô. 
 

 

 

Seus pais ficaram impressionados com tudo que ele fizera, quieto no quartinho da bagunça. E, ao apresentar os trabalhos, cada um explicava para que servia a peça e como conseguira fazê-la.

Felício virou a celebridade da escola e, interessados, alunos dos outros colégios iam ver as invenções da feira e adoraram.

Um repórter, presente, perguntou:

— Felício, você é tão novo ainda! Como conseguiu criar essas peças?
 

O garoto pensou um pouco, depois respondeu:

 

— Sempre gostei de juntar material de reciclagem. Diferente de outros alunos, e até de adultos, ao olhar as peças para reciclagem, eu já enxergava para o que ela poderia servir e como ficaria depois de pronta. Porém, quando em dúvida sobre o que criar, fazia uma prece, e percebia alguém do meu lado, incentivando-me. “Esse amigo” — que eu não via, mas sentia — orientava-me a prosseguir, e eu conseguia realizar o que planejara. Só isso!...          

 

Ao ouvi-lo, todos ficaram encantados com Felício, que completou:

 

— Acredito que fui muito ajudado por esse Amigo que Jesus me enviou!

 

Os que ali estavam quedaram-se respeitosos, sentindo que realmente algo de muito especial acontecia com Felício quando estava trabalhando. Isso incentivou tanto os outros alunos que, a partir daí, todos os anos faziam a Feira de Ciências.

 

O mais importante é que Felício prontificou-se a dar aulas para os outros alunos, inclusive mais velhos do que ele, ensinando-os a trabalhar com reciclagem.

 

MEIMEI

 


(Recebida por Célia X. de Camargo, em 14/07/2014.)